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Casa de Saúde Dr.João Lima
Especializada em Tratamento pós - AVC

O AVC (acidente vascular cerebral) é o principal problema neurológico em todo o mundo. A incidência americana está estabilizada em torno de 1 caso para cada 1000 habitantes, e em alguns países europeus e Japão chega a 3 para cada 1000 habitantes. Mesmo não tendo sido encontrado pesquisas que mostrem a porcentagem de incidência brasileira, acredita-se que esta não seja muito diferente da realidade americana e japonesa.
Embora os esforços em termos de profilaxia tenham provocado um declínio significativo da doença na última década, o AVC continua sendo a terceira causa de óbitos.
Nos Estados Unidos existem hoje cerca de 2 milhões de indivíduos que sobreviveram a um AVC, restando-lhes alguma seqüela; desse total, 40% necessitam de assistência para atividades rotineiras, como lavar-se e alimentar-se. Esse fato gera a necessidade de uma atenção quase que constante por parte do cuidador e uma readaptação de toda rotina familiar.
Com o tratamento, principalmente com a internação num setor de reabilitação, algumas melhorias podem ser alcançadas. Mas, no entanto, para que estas sejam mantidas e outras complicações sejam evitadas, faz-se necessário a continuidade do tratamento em casa.
Para tanto, o apoio e participação da família é muito importante, visto que a maioria dos pacientes ficam com déficits cognitivos e incapacidades físicas que dificultam ou os impedem de seguirem o tratamento sozinho.
Acredita-se que uma família bem orientada a respeito da doença, de suas conseqüências e seu tratamento, e capaz de realizar análise funcional dos comportamentos do paciente, possa auxilia-lo na recuperação e limitações impostas pela doença. E, uma vez participando ativamente no processo de atendimento do portador de AVC, necessita também de atenção especial, pois sofre continuamente os impactos dos efeitos físicos, emocionais e comportamentais produzidos pela doença.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

CARACTERIZAÇÃO DA DOENÇA

Conhecido popularmente como “derrame cerebral”, o Acidente Vascular Cerebral (designado pela sigla AVC) é a terceira causa de mortes  em vários países do mundo e a principal causa de incapacitação física e mental.
O AVC pode ser compreendido como uma dificuldade, em maior ou menor grau, de fornecimento de sangue e seus constituintes a uma determinada área do cérebro, determinando o sofrimento ou morte desta e, consequentemente, perda ou diminuição das respectivas funções. 
Existem basicamente dois tipos de AVC: o isquêmico, quando não há passagem de sangue para determinada área, por uma obstrução no vaso ou redução do fluxo sanguíneo no corpo; e hemorrágico, quando o vaso sangüíneo se rompe, extravasando o sangue.
De acordo com BRUNNER & SUDDARTH (1994), as causas do AVC seriam: trombose (formação de um coágulo sangüíneo na luz de um vaso cerebral ou cervical),                                                    embolia cerebral (quando um coágulo de sangue ou de outro material é carregado até o cérebro pela corrente sangüínea, sendo proveniente de outra parte do corpo), isquemia (redução do aporte de sangue para uma determinada área do encéfalo) ou hemorragia cerebral (rotura de um vaso sangüíneo cerebral, com “derramamento” de sangue no parênquima cerebral ou nos tecidos circunjacentes).
O resultado de qualquer um destes quatro processos é a interrupção do aporte sangüíneo cerebral, resultando em déficits temporários ou permanentes dos mais diversos, dependendo da localização da lesão, das dimensões da área isquemiada e do volume da circulação colateral. O encéfalo, uma vez lesado, não mais pode ser totalmente restaurado.
Segundo BRUNNER  & SUDDARTH (1994), entre as principais disfunções decorrentes de um AVC estariam as disfunções visuais (perda da metade do campo visual, dificuldade em avaliar distâncias, visão dupla), disfunções motoras (paresia [fraqueza] ou paralisia ipsilateral da face, membro superior e membro inferior, marcha instável,  incapacidade de articular palavras, dificuldade de deglutição), disfunções sensitivas (dormência e formigamento na parte do corpo afetada), disfunções verbais (incapacidade de formar palavras compreensíveis e de compreender a linguagem verbal), disfunções cognitivas (deficiência de memória para fatos recentes ou de longo prazo, capacidade de julgamento alterado) e disfunções emocionais (perda de autocontrole, labilidade emocional, menor tolerância a situações estressantes e depressão).
Devido a todas essas possíveis conseqüências, o AVC é considerado uma doença incapacitante.
Embora qualquer pessoa esteja sujeita a apresentar um AVC, alguns fatores aumentam a probabilidade de ocorrência do mesmo. Entre estes fatores de risco, destacam-se: hipertensão arterial (é o principal fator de risco. Pessoas hipertensas devem fazer monitoramento constante da pressão e utilizar de medicamentos anti-hipertensivos), doenças cardiovasculares (pacientes com cardiopatia reumática, distúrbios do ritmo, insuficiência cardíaca congestiva, hipertrofia ventricular estão mais sujeitos à embolia cerebral de origem cardiogênica), hematócritos muito elevados (está relacionado a um aumento na incidência do infarto cerebral), Diabetes Millitus, anticoncepcionais (parece haver um maior risco em mulheres em uso de anticoncepcionais, o que é exacerbado pela existência de hipertensão, idade superior a 35 anos, tabagismo e níveis de estrogênio circulante elevados), uso de drogas, tabagismo e consumo de álcool (importante causa de AVC em adolescentes e adultos jovens) e sedentarismo (a falta de atividade física leva à obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol).
O AVC manifesta-se de modo diferente em cada paciente, pois depende da área do cérebro  atingida, do tamanho da mesma, do tipo do AVC, do estado geral do paciente, etc. Uma vez ocorrido o AVC,  as alterações aparecem rapidamente, e as mais comuns seriam: dor de cabeça súbita, sem causa aparente, seguida de vômito, sonolência ou coma; fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo, com dificuldade para se movimentar; alteração da linguagem, passando a falar enrolado;  perda da memória e confusão mental.
Frente a qualquer um desses sinais, o paciente deve ser encaminhado para atendimento médico de urgência. Passada  a fase crítica da doença (na qual pode ocorrer o óbito do paciente), com a realização dos procedimentos médicos necessários,  dá-se início a fase de reabilitação, que caracteriza-se pelo conjunto de procedimentos médicos que visam restabelecer, quando possível, uma função perdida pelo paciente temporária ou permanentemente. É realizada em centros especializados, contando com o apoio de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeuta ocupacional, entre outros. Os objetivos da reabilitação para pacientes com AVC seriam: prevenir complicações como as deformidades, síndromes álgicas (dores difusas pelo corpo), ombro doloroso, doenças pulmonares, trombose venosa profunda e escaras, através da movimentação com exercícios corretos, com o uso de órteses (aparelhos para manter os membros posicionados corretamente), procedimentos visando diminuir a espasticidade e uso de medicamentos para dor; recuperar as funções cerebrais comprometidas pelo AVC e devolver o paciente ao convívio social tanto na família quanto no trabalho, reintegrando-o com a melhor qualidade de vida possível.
De um modo geral, alguns princípios de reabilitação podem ser iniciados no primeiro ou segundo dia do AVC, como posicionamentos adequados e movimentos passivos, visando prevenir complicações secundárias, com o paciente ainda hospitalizado.
Ao sair do hospital, o paciente deve continuar seu tratamento de reabilitação num centro especializado ou em casa, seguindo as orientações dadas pela equipe. 
Embora haja necessidades específicas para cada caso, em geral, os pacientes são orientados a tomar a medicação corretamente, respeitando a quantidade e horário, seguir uma dieta equilibrada, com pouco sal e gordura, e rica em fibras, realizar sessões de fisioterapia e exercícios físicos, posicionar corretamente os membros afetados e manter uma vida social ativa.

 

 

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