Casa de Saúde Dr.João Lima
Especializada em Doença de Alzheimer
No mundo inteiro, à medida que os anos vão passando, observa-se um aumento na expectativa de vida da população, aumentando-se com isso o número de pessoas idosas na sociedade.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a estimativa de vida da população mundial, que em 2000 era de 66 anos, passará a ser de 73 anos em 2025. No Brasil, passará de 67 para 74 anos nessa mesma época (Gwyther, 1985; Zimerman, 2000). E com esse aumento no numero de idosos, aumenta também o numero de casos de doenças relacionadas com a terceira idade, como por exemplo a demência. Segundo De Vries (2004), aproximadamente 15% das pessoas com mais de 65 anos tem algum tipo de demência; e dentre todas as causas de demência, o mais comum é doença de Alzheimer (Zimerman, 2000).
A Doença de Alzheimer afeta 22% das pessoas com mais de 80 anos e quase a metade dos idosos internados em casas de repouso (Zimerman, 2000). Ela é uma doença neurodegenerativa, causada pela morte de neurônios inicialmente na área do cérebro ligada à memória, raciocínio e capacidade de julgamento. Sintomas precoces da doença incluem perda de memória, dificuldade no pensamento abstrato e desorientação no tempo e espaço. À medida que progride, ocorrem também alterações de comportamento.
A evolução dos quadros de Alzheimer podem durar de 2 a 10 anos, e geralmente passam por 3 fases: fase inicial, moderada e avançada e pode resultar na morte do doente (Gwyther, 1985).
Na fase inicial, a pessoa começa a apresentar falta de concentração, perda de iniciativa e motivação, não consegue tomar decisões e evita responsabilidades. Porém, o sintoma que realmente caracteriza a doença é o esquecer de coisas que acabou de fazer ou dizer, apresentando dificuldades para encontrar palavras ou lembrar o dia da semana, embora a memória remota possa estar perfeitamente bem.
Na fase moderada, à medida que a doença progride, os sintomas tornam-se mais óbvios e incapacitantes. Os déficits de memória ficam evidentes, piorando em relação a lembrar acontecimentos recentes e nomes, ficando o paciente confuso quanto à orientação temporal e espacial, tornando-se repetitivo nas coisas que fala e não conseguindo mais compreender o que lhe é dito.
Essa fase já interfere de forma significativa com as atividades da vida diária do paciente, apresentando maior dificuldade em executar tarefas domésticas e negligenciando também a higiene pessoal.
Na fase final da doença, a pessoa fica totalmente incapacitada, com problemas gravíssimos de memória, passando a não reconhecer rostos e objetos familiares, a não conseguir expressar-se adequadamente nem se alimentar sozinho. Tem dificuldade de entender o que acontece a sua volta e de orientar-se dentro da sua própria casa. A dificuldade para caminhar pode obrigá-lo a ficar acamado ou restrito à cadeira de rodas.
Visto que a doença é extremamente incapacitante e acarreta sérias complicações para o doente e sua família, muito se tem estudado a respeito de sua prevenção e tratamento.
O tratamento convencional da doença é o farmacológico, no qual drogas denominadas anticolinesterásicas (como a galantamina e a rivastigmina) tem mostrado resultado satisfatório no que diz respeito ao retardamento da progressão da doença (Brucki, s/d).
No entanto, pesquisas recentes tem mostrado que o tratamento multiprofissional tem oferecido assistência mais completa ao paciente e familiar no sentido de minimizar os conflitos decorrentes da doença em todos os seus aspectos, melhorando a qualidade de vida de ambos (Brucki, s/d; Zimerman, 2000). Segundo esta mesma autora, a maneira mais eficaz de manter a qualidade de vida do idoso, sua inserção na família e sociedade é a estimulação, ou seja, excitar, incitar, animar e encorajar o idoso a realizar atividades e manter-se ativo.
E ainda, mostraram também que o cérebro tem a capacidade de se reparar após perda celular devida à lesões ou doenças neurodegenerativas, quando recebe estimulação adequada (Graeff, 1999).
Com base nesses fatos acredita-se que, se estimulado adequadamente, o idoso demenciado poderia recuperar algumas habilidades perdidas coma doença de Alzheimer e, evitar o desenvolvimento precoce de certas inabilidades, mantendo sua funcionalidade e capacidade produtiva por mais tempo
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